Sunday, May 29, 2005

Fuga (Para a Frente?)

A limitação de mandatos dos cargos executivos tem suscitado acesa polémica. No país esgrimem-se argumentos acerca da questão de princípio: A limitação propriamente dita.
Nos Açores, à falta de melhor argumento para disfarçar discordâncias (publicamente) inexplicáveis, alguns “pensadores” tentaram promover esta temática a matéria de “lesa” autonomia. Tiveram pouca sorte!
Os açorianos distinguem, cada vez com maior clareza, o que verdadeiramente importa daquilo que constitui, pura e simplesmente, piromania política. Enganam-se aqueles que temem alguma penalização por nos Açores optarem por um caminho diferente do preconizado pelos seus companheiros da Madeira.
Os Açores e a Madeira não têm necessariamente que ser politicamente irmãos gémeos. Aliás, não o são na realidade.
Se a Madeira de João Jardim tem feito da guerrilha com Lisboa o bode expiatório de todos os seus fracassos, os governantes açorianos têm, apesar das “nuances”, feito da colaboração institucional com Lisboa um poderoso instrumento ao serviço do desenvolvimento da região.
Resta-nos esperar que esta “Jardinização” de alguns sectores da política açoriana seja apenas um sintoma conjectural de um défice de liderança, que tem ficado patente na total ausência de estratégia.
Publicado no AO de 29 de Maio